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08 de Outubro de 2013 - 12:54

Ao habilitar a conexão Wi-Fi de celulares, moradores podem fornecer importantes informações sobre movimentações e deslocamentos que estão ajudando algumas cidades na otimização de serviços como transporte público, políciamento e ambulâncias

 

Diversas cidades do mundo estão procurando formas de como melhorar os serviços de rede Wi-Fi, principalmente nos países mais desenvolvidos, em que a penetração de smarphones chega a 70% e a maioria prefere utilizar a rede Wi-Fi.

Todos dispositivos com Wi-Fi habilitado para conexões com hotspots disponíveis podem oferecer importantes informação sobre suas movimentações. Funciona da seguinte maneira: o endereço embutido do controle de acesso de mídia a qualquer aparelho wireless é transmitido de maneira contínua quando o Wi-Fi do smartphone está ativado. Ao interagir com redes de Wi-Fi públicas e privadas, o usuário fornece sua localização, sem revelar qualquer informação pessoal identificável.

Assim, dados transmitidos por smartphones podem  mandar  informações sobre trânsito e uso de transporte público em tempo real. E isso pode ajudar na definição de rotas melhores, mesclar transporte público e privado, medir o uso de estacionamentos públicos, dentre outros exemplos.

Muitas cidades já fornecem redes Wi-Fi externas para seus serviços municipais, como o equipamento instalado nas ruas de Barcelona (veja foto ao lado). Essas redes são utilizadas pela polícia, ambulâncias, caminhões de lixo e taxi através desensores máquina a máquina instalados em diferentes áreas. Muitas cidades já oferecem conexão Wi-Fi grátis para moradores e visitantes.

As cidades precisam dessas informações, assim como muitas já estão utilizando câmeras e agregando informações de bilhetes de transportes público para coletar informações de movimentação, mas os dados são fragmentados e limitados. Obter acesso a informações detalhadas sobre o uso individual de transportes públicos e veículos privados pode otimizar o uso de transportes, estacionamentos e estradas.

No entanto, há algumas objeções quanto ao uso de dados fornecidos por WiFi, como os casos que aconteceram nos Estados Unidos em dois shoppings que usaram informações de autenticação ID de celulares identificados em suas redes e seu deslocamento através de lojas. Os shoppings que conduziram esse experimento publicaram algumas notícias nos quadros informativos informando aos visitantes sobre o sistema de rastreamento, porém, a única maneira de “desabilitar’ era desconectando o celular. Dessa forma, iniciou-se uma discussão sobre privacidade que, inclusive, teve envolvimento de políticos norte-americano, até que os shoppings suspenderam o sistema.

Ao mesmo tempo que a coleta de informações anônimas de smartphones em redes Wi-Fi pode apresentar soluções para diversos problemas, uma vez que são grandes de informação sobre localização, o uso dessas informações são regulamentadas, e a indústria tem sido criticada por monetizar, ao invés de compartilhá-las com as cidades.

No entanto, se os municípios conseguirem assegurar a anonimidade dos celulares, de onde as informações são coletadas, os benefícios poderiam ser enormes em comparação com os baixos investimentos necessários. Essas possibilidades são grandes motivos para incentivar cidades a oferecerem redes de WiFi gratuitas e de qualidade a seus moradores, criando um cenário em que governos e cidadãos podem se beneficiar mutuamente.



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